quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Hard tragedy in Minas, Brazil. Harder is the color. Cores difíceis da tragédia em Brumadinho, no Brasil. Resgate duro, repórteres em rosa e azul.


Ser a tragédia ocorrida com o arrebentar da barragem em Brumadinho, estado de Minas, próximo à capital Belo Horizonte, foi algo que chocou o mundo, para outros, nem tanto. Alvo de exploração para reportagens de tv, veículos de mídia muitos, e até para quem queria mostrar a cara 'salvando' animais, usar a tragédia e aliar um guarda-roupa em rosa e azul, não foi apenas coincidência, nem apenas montar a cena com entrevistado em rosa, ou de tshirt azul em primeiro plano, no jornal. A coincidência que se repetiu nos canais da Globo, e seu veículo impresso, pode ser o retrato mais triste da tragédia, que deixou, não só habitantes locais mas funcionários da companhia Vale, médicos, engenheiros, motoristas, gente que é gente. O horário calmo de almoço foi fatal demais para a lama que descia junto com o rompimento da barragem. Repórteres de vários canais da Globo vinham usando azul desde pós-Copa, quando a seleção brasileira perdeu o mundial de futebol, e o que seria provocação nas cores se espalhou entre os repórteres dos vários canais da emissora brasileira, e as fotos foram repetidas em tons destes nas capas de publicações do grupo (a que pertencem os jornais Extra, O Globo, e também várias revistas como Época, e outras que também tem títulos internacionais). Do Globo News a telejornais locais, as cores rosa e azul, usadas em ações contra o assédio feminino no exterior, campanha encabeçada por um atleta estrangeiro, e seguida pela monarquia britânica, teria sido usada como rebote de deboche da emissora, sobre gente do jornalismo no Brasil. Se vergonha poderia ser pedida, e cara de pau é pouco, se o deboche caiu como intencionalidade em tragédia tão séria, nem se pediria seriedade ao canal, mas o mínimo de mente-sanada. (I Queen TV)