quarta-feira, 24 de abril de 2019

Recuperando o folego. Net detox. Breathing free, outisde net.



Vidas em ritmo de conquistas modernas, títulos, maquinário internético que funciona mais que vida real. Pessoas transpiram, expiram, respiram via internet. Passam semanas a fio vivendo enclausuradas na sua rotina, e via telefone. Não saem para mais nada, apenas para o mesmo círculo rotineiro. Não cruzam fronteiras, fazem demandas rápidas, todo mundo quer que todo mundo esteja conectado o dia inteiro, e se negócios funcionam assim, outros desnegócios e guerras de humores e vidas começam e acabam ali. As pessoas não querem passar tempo sem wifi. O que, na Alemanha, observei como fenômeno, em 4 horas, de almoço à luz do sol, e da preguiça de inverno, quase começo de primavera, apenas três pessoas foram fotografadas usando celular. E para falar. O que era necessidade para resolver problemas mais rápidos, ou à distância, se tornou um vício causador de vários problemas. Ao mesmo tempo, ressaltando, que muitos negócios funcionam via rede.
Você está em outra parte do mundo, da vida, e alguém, com quem não se tem mais contato, publica, insistentemente, algo sobre voce. Não conseguiu o que queria, entrou em jogadas para se valer de propaganda, e as armas da mídia continuaram mirando alguém, nem se sabe por que. Por causa da identidade, da influência, ou para destruir o que pensaram conseguir destruir. Provocar, incomodar, atuar em jogos psicologicos, lançar notas falsas, para que alguém ou reagisse mal, ou se afastasse de vez. E isso, vez apos outra. Se conseguem uma vez, e alguém sai e não apresenta retaliação, vem outra pessoa, e se faz passar por outra, tapinha nas costas, e sorri aqui, arma ali, e tenta tirar alguém de visibilidade e posição. Prazer morbido de atuar com negociatas psicologicas em tv, tentativas de analisar nem se sabe o que, de intervir para causar confusão. São pessoas que estão sentadas em suas cadeiras sempre, nas mesmas posições, fazendo as mesmas coisas. Tentam, de todas as formas, derrubar um, com o poder de influenciar via repetiçaõ de assuntos na tv, ou de enfocar o lado negativo do que querem tirar a influencia, ou arranjar algo, e inserir seus conceitos e seus aliados. Se se ignora, começam as entranças e os enganos. Muitos dos quais, e quedas de carreiras e nomes, nas atualidades, foram através de jogadas via internet. Mentiras e provocações diárias. Gente com necessidade de resposta mais às redes sociais, do que usar o telefone, ir direto a determinados uns, e passar 24 horas sem a constante bomba de palavras e falsidades jogadas via net. A que ponto se quer chegar?
Faltou a refeição balanceada, na beira da praia, que, num refugo, conseguiu fugir do stress diário? Mente arejada, mais livre, liberdade de ir e vir, de respirar, sem ter que estar, o tempo todo, conferindo se o local tem wifi? Pessoas que usam a rede para vinganças, respostas de desgaste, para copiar perfis, vigiar o que o outro está fazendo, para agir rapido, e se enfiar em algum lugar, na cara da santidade. Gente que antes defendia o que era certo, e pessoas já submetidas a pressoes provocadas de mídia, que não levaram o bate martelo do advogado e da junta deles na hora certa, e se sentiram na liberdade de invadirem locais, perturbarem férias, passarem para o noticiário assuntos que tentem perturbar diariamente, para que a vida de alguém não siga com outrem, e se bagunça até ter o prazer de verem concretizados a vingança que queriam.Afinal, quem quer divulgação, e está do outro lado das cameras, vive disso. Quer e demanda a negociata. Quantas vezes se repetiu, parece brincadeira. Mas tem quem nao jogue um jogo que outros disseram que se joga. Muitos repetem o refrão. Em vez de irem e olharem como o engano se generaliza, ficam à deriva, entram sorrateiros na internet, e só tem a coragem de atacar, de mostrar que, levantando o braço, venceram alguém, e parece que fica uma competição em que ninguém tem vitória. Qual é ela? A da piada, do engano, a mostrar quem debocha de quem, a vida e o sucesso de quem tentam impedir, que carreira quebrar, que prazer é ver alguém ficar de pé? Alguém defender sinceramente alguém, que só quer responder e respostas unilaterais, via internet, e sair da vida real? Para que a vida real? Se alguém te usou para ganhar propaganda e mentir a seu respeito, se valer do dinheiro do marketing esperto, que só aceita o podre embalado às custas do trabalho que alguém fez, e embalou com pacote de terceiro.
A conta da demanda extrema foi cobrada de outra maneira. Alguém viu alguém chamar atenção, por algo natural, e tentou desvencilhar, provocar, ver caído, fazer detonar, porque é esse o sentido de quem, de alguma maneira, tentou ir para outro caminho. O que se faz? Se volta para o abrigo seguro, que é o da derrota, da resignação, da tentativa de vingança.
E se a bateria acabou, se não entendeu, se não perguntou, e se alguém armou como verdade, que não é? Vai explicar sempre, ou seguir o conselho perfido de que alguem quer se fazer de bonzinho e vitima, e, se alguém reage fortemente a entradas e falsetas de imprensa de anos, a diversao é certa. Viva a vida na internet. Tenha a opiniao dos outros. Afinal, todo mundo tem a obrigação de não viver a vida própria, obedecer aos deboches da corrente que segue, se alguém deu algum apoio e viu que a direção foi outra, não foi na casa, nos sapatos, não fez nada, alem de tentar impor sua opiniao sobre como alguém deveria viver. Se se ausentou, se foi aproveitar o sol la fora, e o celular ficou perdido no voo, na cafeteria, no chá, ou se alguém nem tentou pegar a linha ou a airline de volta, é assim. As neuras de internet reduzem isso. 24 horas ao ar livre valem muito mais. Acontece muito mais coisas em quem sabe viver o lifestyle da verdade, não dos enganos plantados, até que tudo se canse, e se saia pela lateral. Ser racional é mais rápido, rentavel, e proporcionável em termos de fama e imprensa. Mas ate que ponto a necessidade de se viver online, como a louca garota que foi fazer o cabelo e chamar o fotógrafo, quando viu que seus clones em rede social extrapolaram, e a polícia de crimes virtuais foi chamada. Se se deixa, se corta a vida. O sol é virtual e onde ele existe?
Como ver um caranguejo se alimentando de corais, e restos de algas em pedras? Quando viu isso pela ultima vez?
Quanto tempo despendeu para quebrar o orgulho, o chip, e atravessar uma fronteira de 10 horas? Para que tirar a foto repetida de vingança para o net-book? Para afrontar alguém ou mostrar algo para a mídia? Sua vida é reflexo de que? De dar satisfação e ter milhões de seguidores, ou ser visualizado por gente cheia, ou vazia, que náo tem nada a ver com que dias você vai viver, porque tem que provar a pseudo-aparencia de felicidade, enquanto jornalistas sem ter o que fazer julgam a vida de alguém, de maneira completamente equivocada, e se tem que parecer que saiu bem, com alguma vitória de desistencia?
Sua fronteira é o celular, a necessidade de deboche, de levantar o braço, sem fazer mais nada? De postar fotos repetidas, de vingança, como se esperasse alguém ou muitos verem, para mostrar que você não saiu embobado de uma situação, e não aprendeu como se vive o inverso do que quem provoca quer?
Cuidado se a distancia na estrada e longa, se dormiu no sol, com o barulhinho do mar, coisa que não ouvia há 10 meses, sentia o sol real no rosto, e precisava disso mais do que o creme de bilhão, do orgulho em riste, e ainda não aprendeu quem deixou o que  por demanda de outros, e não viveu o que queria, para satisfazer o perfil alheio. O sol do lado de fora é melhor. O filtro solar custa menos do que horas na internet. Que crime! Voce dormiu no sol morno, viu o caranguejo na pedra, enquanto, do outro lado do mundo, tem alguma psicologa televisiva falando de algo que ninguém nem pensou em fazer. Fez o que com as coisas normais? Esqueceu delas. Quis a internet, fora da carne e osso, dos jantares gourmet, da cabeça no ombro, e sem pensar no que esta na tv. As cidades giram calmas. E voce visitou lugares de infancia. Sentiu prazeres de ser gente de novo. Que crime! Tentou redescobrir as coisas simples. Os outros fizeram o que quiseram. Não perguntaram. Jogaram a revolta. E voce tinha que responder. Fez o que por voce? Sinta o mar. É melhor que o chip. E 24 horas de detox podem falar muito mais alto, que brincadeiras modernas destrutivas. E quem não sabe do ocio que vive a imprensa, e de quem jogando o que, viva arrastando situações interneticas que se repetem com julgamentos estranhos, de quem se sente no direito de pegar um controle remoto, e dirigir o bonequinho do jeito que pensa que quer. Não é bem assim. (Rosaly Queen) (Almighty Agency)